Há 5 anos
sábado, 22 de janeiro de 2011
Este é só pra mim. egoísmo
Vou te ninar sempre, te cuidar e embalar, até que a brisa te seque as lágrimas que mal caíram.
domingo, 5 de dezembro de 2010
o mar
preciso tanto ver o mar. mas não só uma vez para matar a saudade. quero conhecer o mar que eu nunca tive oportunidade de ver. quero estar perto do mar, senti-lo umedecer de longe os meus cabelos e erguer minha pressão só de respirar seu fôlego salgado. até me cansar. e ter saudade de águas claras e calmas, que correm docemente por pedras que são obrigadas a conviver até que a correnteza as leve ou as desfaça, por fim.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Acordei de madrugada, fiz exame de sangue, fui pra casa matar a fome, esperei, esperei, esperei até que liguei. Te acordei e esperei ainda mais. Fiz besteira, briguei com quem não devia. Ah, ainda quero conhecer alguém estressado com o relógio como eu! Dez horas são dez horas. Sete e meia são sete e meia. E quem me fizer atrasar que se cuide. Sim, eu sei que vou morrer cedo desse jeito, mas já cansei de ouvir que tenho que levar a vida mais leve, menos a sério. Como?
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Semana passada morreu um cara que foi meu professor no ensino médio. Ele dava aula de física, era uma figura um tanto carismática. Sei lá se é revolta com o mundo, mas estou meio fria desde então. Fria e ao mesmo tempo insegura - insegura até mesmo ao andar. Ações alheias são perigosíssimas. E me faz pensar que, também por qualquer besteira, posso perder o que eu tenho de mais precioso - e me atrevo a chamar de MEU. Posse que não me pertence, que não cabe a mim. E talvez deveria me referir a mais coisas do que eu mesma poderia imaginar agora, mas quanto mais pensasse, mais convencida estaria de que nada possuo. Mas a ilusão de te ter é tão, mas TÃO confortante. Meu.
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